DENTRO DA MINHA CABEÇA

REGISTRO DAS PALAVRAS QUE PRECISAREM SER DITAS, SEM NENHUM COMPROMISSO COM A ESTÉTICA, MAS TODO COMPROMETIMENTO POSSÍVEL COM A HONESTIDADE, NEM QUE SEJA COMIGO MESMA.

 

Lunes, 23 Junio 2008 15:15:55 GMT

Oooops, agora q1ue vem a poesia. Publiquei antes de postar.

Quando os dias arrastam-se preguiçosos e vazios,
quisera jamais ter te conhecido.
Quisera passar os meus melhores anos sem esse latejar de espera,
sem esse contar de dias que se demoram demais no firmamento.
Quisera nunca ter te encontrado.
Quisera sempre ter longe de ti as minhas mãos
Os beijos ternos de amor...

Entretanto, logo sobrevêm-me a razão.
Você merece cada lágrima,
cada segundo de espera angustiante,
cada instante de espreita aos relógios.
É digno de cada beijo, de cada abraço,
de cada entrega de alma.

Por isso, sigo os dias com teu nome pendente dos lábios,
tal qua como rosa desfolhada
em busca do seu paradeiro final.

Meus passos tentam aproximar-se dos teus,
pisar o mesmo chão, o mesmo caminho de pedras e estrelas cadentes.
Levam cada lembrança como um tesouro inalienável,
Cada dia findo como trunfo inamovível,
e cada encontro como uma seta a iluminar o rumo correto.

Sua ternura calma é meu farol nessas noites que não passam nunca mais
e a promessa do seu amor são as mãos que cavam o percurso de volta.

Choro, peço, rezo que me espere,
que tenhamos essa chance primeira de realizar o nosso amor...
Sonho tua chegada com olhos cemicerrados de fé.
A concretização desse abraço há tanto tempo ensaiado no mais secreto de
nós,
O direito a um beijo real, intenso, doce e concreto,
e, sobretudo, sem uma despedida espreitando na brecha das horas.


20 de abril de 2003, 23:46.



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Lunes, 23 Junio 2008 15:14:49 GMT

Poesia sem título - Voltando no Tempo



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Lunes, 23 Junio 2008 13:17:49 GMT

Sobreamor-naradoanasma

Acho que essa questão de amar sem saber amar é um dos grandes
dilemas da humanidade.
A gente pensa que todos os nossos problemas afetivos estarão
resolvidos quando alguém disser as palavrinhas mágicas.... E sacramenta
essa realidade quando a pessoa além de dizer, demonstra de todas as
formas possíveis que nos ama... E é! ÉR real, é tudo que a gnete sempre
quis! É verdadeiro, ele não quer nos trair, não vai nos abandonar, não
está curtindo com nossa cara!!!!!! Aleluiiia!!!!!!
Não dá pra imaginar que mesmo sentindo e vivendo um amor desses,
continuamos sujeitos a problemas de amor.... Mas continuamos.... O amor
é instrumento de crescimento, não o crescimento em si. Cada um continua
amando de onde está, e amar, por mais lindo, divino que seja,não é
bastante!
Voltando à questão do Fantasma... Acho que não dá pra saber se o
Eric poderia ser estável e proporcionar tudo que a Christine gostaria,
porque não se tem a oportunidade de saber como ele reagiria se se
sentisse suficientemente seguro e acolhido.... Tudo que dá pra saber é
que ele tem os gérmens da ternura, da reciprocidade e do entendimento,
nada mais.
Mas acho que a idéia de "o ponto não ser quem merece mais, mas quem
mais a satisfaz",t é muito, muito boa.
Lembro uma cena que nunca esqueci que assisti em um daqueles
programas de aconselhamento.... Nem sempre é ruim, embora eles tenham
um estigma danado. A mulher escrevia com a seguinte questão: ela estava
envolvida com dois homens: um a amava ternamente, era delicado, fiel,
intenso e tudo que uma mulher pode querer e muito mais... Mas não a
satisfazia plenamente na cama.... O outro era "uma peste", mas o sexo
dele era uma coisa de louco!!!!!! A mulher queria que a apresentadora lá
dissesse com qual dos dois ela devia ficar..... A mulher lá saiu-se
muito bem, na minha opinião, dizendo: depende do que for mais
importante pra você.
E essa questão toda me leva a um outro ponto, que, ao menos pra
mim, está pegando que é uma coisa: você não pode ter tudo. Acho que
aquele amor cem por cento, amor total, aolma gêmea que preenche em
absolutamente tudo, pode ser pra alguns, mas não é pra todo o mundo. Ao
menos o que poso perceber é que, na maior parte das pessoas com
relacionamentos estáveis, existem certos hiatos, ainda que exista um
amor do caramba.
Claro que justamente em equacionar esses hiatos reside a grande arte
da manutenção de um relacionamento duradouro.... O meu ponto nem é esse,
mas descobrir o que é hiato contornável e o que é essencial
para o indivíduo... Aí é que são elas!!!! E, claro, pra variar, não existe
uma tabela prontinha, não existem as equações ajeitadinhas como u7ma
bula que você pode seguir e encontrar a fórmula não só do amor, mas do
amor apaziguado e intenso que todo o mundo quer....
Descobrir o que é hiato contornável e o que é essencial exige
muiiiiiito trabalho íntimo, muito autoconhecimento, muita cabeça no
lugar, sem falar na quantia indispensável de tempo e de paciência....
Acho que eu estou justamente nesse patamar: não consigo ver
claramente se algumas coisas são hiatos contornáveis ou simplesmente
vitais... O pior é que a pessoa tem que refazer suas equações
periodicamente, porque o que é essencial pra ti uma época, não é na
outra.
Imagina uma guria de 16, 17 anos, que está às voltas com o primeiro
namorado. Bem, além do primeiro namorado, ela tem um grupo de amigas
super fiéis, que sentem prazer em ver e serem vistas. Pra essa moça,
aos dezessete anos,, pode ser essencial que seu namorado também sinta
algum gosto nisso, senão, de duas, uma: ou ele fica emburrado porque ela
sai e até pode tentar proibi-la de sair, ou ela sai sozinha e isso pode
dar origem a outros problemas. Então ter um anmorado, digamos,
articulado socialmente, capaz de se divertir não só com ela, mas também
enturmar-se com o grupo dela, é uma necessidade essencial, e talvez
estar com alguém que não partilhasse disso com ela representasse, nos
seus 17 anos, um hiato insuperável...
Provavelmente quando ela tiver uns trinta anos, seu "essencial" seja
outro.... E aí, nova adequação.
Claro que tudo isso sem amor reduz o relacionamento a um banal "esse
me satisfaz / esse não me satisfaz", mas o problema é que, apesar de
ser uma ferramenta poderosíssima, existem necessidades nossas que
preciiiiisam ser satisfeitas e simplesmente amar alguém que te prive de
as satisfazer não vai calar o que você mais almeja.
Aí, quando identifica a existência de uma necessidade inegociável,
você passa pra um ooooutro patamar, posto que já entendeu que não pode
"viver sem ela": ou você conduz teu amado pra que ele possa estar
contigo nisso, ou pelo menos para que ele não te impessa de viver
isso.... Ou..... Ou você se frustra ou renuncia ao teu amor para viver
tua vida, por assim dizr.
Mas esse caminho, expresso assim, de forma super racional, é
essencialmente emocional, exigindo muita força e muiiiiiita lágrima pra
encontrar um final feliz, supoooondo-se que exista um.
E é nesse que eu estou. Estou com medo de ter topado comuma
necessidade umbilical e intransferível, e acho que ele, não só não quer
o mesmo, como também é totalmente avesso à questão... Pior ainda, isso é
super agressivo pra ele. Dá pra entrever minha encruzilhada, certo?
Claro que tudo seria mais fácil se eusimplesmente não desejasse, se
essa necessidade simplesmente não existisse, mas como você faz pra não
desejar????? Eu conheço possibilidades de trabalhar o sentimento,
canalizar, burilar, orientar..... Mas impedir que ele exista, eu não sei
fazer.



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Lunes, 23 Junio 2008 11:59:20 GMT

Poesia resgatada, eee

Carinho estreito
(Jobis, 29-11-2002)

Se a luz do nosso amor acaso se apagava
Vinha logo em seu socorro sonhos esquecidos
Uma esperança aguda e louca também, célere, acorria
Vinha sonho, vinha estrela refazer teu sorriso
Vinha tudo com esmero, com a palavra certa
Com gosto a quindim e néctar, orvalho e paraízo
Era tanta coisa linda, que fácil se perdia a conta
E o nosso amor revinha, brilhante e preciso.

Um sonho sob medida desenhado na vidraça
Uma cortina de poesia espetada na janela
Sem mentira, sem engano, sem temor ou farça
Confiança como os sonos de criança com porta aberta
Nos olhos a denúncia de almas entrelassadas
Na boca o gosto que ao longe se adivinha
no sorriso a certeza de carinho acarinhado
as mãos dando e recebendo na conta certinha.

HOje chamo o que é bom em um quarto escuro
Vejo sombras, vejo vultos balançando a cortina
teus olhos, tuas mãos, mais distantes que tudo
Como se em nosso mundo a ternura fosse sozinha.
O afan de atrair a ventura com verso perfeito
A busca inútil sem garantias de uma palavracerta
Restando-me apenas um amor e um carinho estreito
Mirando o silêncio de quem cansa-se da longa espera.



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Lunes, 23 Junio 2008 11:24:50 GMT

Resp para Cris

Cris...

Quando estudávamos, quando refletíamos, quando, lá atrás, podíamos
dividir nossas teorias, tudoparecia imensamente simples. A fórmula era
clara e veridiana e, pessoalmente, quase não compreendia como tanta
gente se demorava no erro e na confusão se a ascenção era tão fácil. A
fórmula era exatae infalível: determinação+desejo de
aprimoramento=ascenção;
Impulsos negativos vezes perceverança e firmeza=vitória insofismável;
abnegação+fazer mais que o essencial=evolução certeira.
E se os desafios parecessem grandes demais, bastava orar, pedir forças,
ler umapágina, e aplicar todas as premissas anteriores....
"É só isso??????" - devo ter pensado, em um impulso que era mais de
ignorância que arrogância. - Então é para agora!!!!!! Evolução, aqui vou
eu... E, quem quiser ir comigo,basta pegar na minha mão. A fórmula é
facílima, já estou lá.... (e quase podia ouvir os anjos cantando
aleluias ao meu triunfo.)
Esqueça. Não é só isso. A propósito, isso não basta, porque quem
disse que você consegue ver tudo com clareza? Quem disse que a luz vai
brilhar na tua retina como as luzes supostamente brilham???? Quem disse
que vocÊ simplesmente verá o certo como numa revelação
cinematográfica???? Quem disse que as forças das tuas preces serão
suficientes para singrar os mares do teu desespero, afim de virem à
superfície de ti mesmo e alçar vôo até Deus???? Quem dise que você, na
sua confusão e terror, não embaralhará todas as respostas???? Quwem
disse que o certo que vocÊ porventura possa ver de forma tão meridiana,
não será simplesmente uma reformulação do caminho errado no qual vocÊ
sempre esteve???? E quem disse que a luz que vocÊ tanto busca, no
começo, terá para te ofere cer apenas cálices amaríssimos de solidão e
sacrifícios tais, que não te parecerá melhor seguir no caminho de
outrora, mesmo que que esteja há milhas da tua própria zona de
conforto???????
Houve um tempo em que tudo era claro para mim, em que eu sabia aonde
queria chegar e o que queria e o que não queria. Em que eu conseguia
destinguir claramente o que gostava e o que não gostava, o que era
dispensável e o que era indispensável. Agora, não obstante minhas
matrizes íntimas sigam as mesmas, eu já não sei. Tenho cá meus tesouros,
aqueles tesourinhos aos quais tantas vezes nos referimos, e me aferro a
eles com a mesma tenacidade que meu filho se aferra aos seus brinquedos
mais queridos.... Só que ele, muitas vezes, enxerga outro objeto que
atrai seu interesse e, na ansiedade por pegá-lo, deixa que seu
brinquedo-tesouro caia no chão....
Será que eu farei como ele, afinal? Pegarei um tesouro que
simplesmente me atrai e deixarei cair meu bem mais precioso, sobretudo
por ser advérbio, não substantivo?
Não sei se te conheço tão bem quanto dizes. O que sei é que, para
além do amor que sempre senti por você e foi provado de quase todas as
formas possíveis, existe também um grande respeito, porque, de algum
modo, não obstante os contextos sejam diferentes, nossas dores acabam
pulsando mais ou menos no mesmo timbre.... E tanto o amor recíproco
quanto a dor nos aproximam. E acho que ambas sabemos que embora a outra
não nos possa porporcionar o remédio ou a cura, sempre nos dará, no
mínimo, atenção e empatia.

Respeito, sempre,

Jo, tambémchorando...



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Domingo, 22 Junio 2008 13:21:54 GMT

Na beira do abismo - talvez eu não devesse assistir aoF.O.

Se nas trevas te debates
Se elas te envolvem e perdes o combate
Se o silêncio te invade
Cala teus lábios e as parcas defesas....
E tu, no momento final te obstinas

Porque algures te disseram que, na vida
Da vitória era o amor fortaleza.

Persignas-te ante o derradeiro gesto
O amor, certamente, é a glória, o regresso
Ao equilíbrio, a ventura que aparentemente é de todos, menos tua.

De pé, à beira do abismo
Uma prece, um sussurro é preciso
Para fazer-te retroceder pouco a pouco.

Mas entretanto, o último passo era um falso passo
E, pouco a pouco
Teus pés nivelam-se ao abismo primeiro
Último e inexorável do qual, inconsolável
buscáveis escapar por toda umavida.

Creste, deveras, que o amor te daria aglória?
Mas ele também se foi e, agora, a vitória
Resume-se na dignidade de dizer "adeus".

Desvia lentamente o olhar.
A realidade primeira é tua utopia derradeira.
A glória do amor era apenas um ângulo errado
E os outros que cá ficarem chamar-te-hão "desalmado"
Poisninguém no mundo saberá da sua dor.
(Joyce Fernanda)



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Sábado, 21 Junio 2008 20:07:12 GMT

O fantasma da Ópera, eeee.

Finalmente pude assistir à representação de "O Fantasma da Ópera"...
Pelo computador, é claro. *Suprime uma saraivada de queixas tão inúteis
quanto dolorosas*
Bem, mas baixando o espetáculo, também encontrei a letra. Segue
abaixo a última parte, aquela em que Eric dá o braço a torcer e permite
que Christine e seu namorado escapem quando prometera matá-lo se ela lhe
dissesse "não".
Fala sério!!!!!
Esse clássico exerce sobre mimum tal fascínio, mais ou menos
parecido com o que enleva tanta gente. Meu único ponto é: Christine é
doida. Tá bem,já vi autos debates sobre isso na comunidade "quem seria
louca, senão aquela que aceitasse o jugo de um anormal?" Masa mim parece
sempre que a maldade do fantasma é pura falta de oportunidade e de
empatia,tanto que, quando Christine aceita ficar com ele, ele renuncia a
ela, em lugar de fazer aquilo com o que se comprometera. Trabalho por
amor, diria, acho. Ele a amava, deveras, e o que era aquele Raoul? Ah, o
que parece mesmo é que ele se apaixonou pelo seu triunfo, nada mais. O
quê? Ele nunca a esqueceu? Então é particularmente sombrio o motivo pelo
qual ele não a procurou até que a visse triunfar na ópera.
E o jeito todo "dono de si" com que ele se dirige a ela no
começo???? Do tipo "sou o rei da parada, eu dou as cartas aqui, doçura!"
Quem merece tanta arrogância?
Tá bem, Eric é horrível, feio como a morte.... Mas pelo menos se
dedicou a ela quando, segundo dizem no livro, estava lá embaixo em tudo.
E se ele lhe mentiu e se aproveitou de toda aquela história de anjo da
música.... É que jamais contara com a aprovação de quem quer que fosse,
a começar por sua própria mãe.
Enfimj, o livro/filme/musical são fantásticos, mas que a Christine,
na minha fraca opinião escolheu mal, escolheu.....
"Música da noite" ou como quer que a chamem é, sim, um "convite às
trevas", mas quem há de negar que nela existe uma ceiva irresistível da
própria luz?

Bem, segue a letra do final abaixo... Lindo, especialmente
ouvindo.... Ainda mais se for na versão do Lopi de Vega....

outra vez ao covil ____

FANTASMA:
Outra vez ao covil da minha solidão
Outra vez à prisão que existe em mim
Ao inferno da treva mais cruel!

Mas por que um lugar assim
É o lugar que me acolheu?
Só por ter a face assim
Esse rosto abominável que sou eu!

FANTASMA:
Perseguiu-me cada qual!
Vendo o ódio em cada um!
Nem um doce, apenas sal
De cuidados só jejum!
Christine
Christine,
Por que?
Por que?

GIRY:
A mão na altura do olhar...

RAOUL:
Na altura do olhar...

GIRY:
Ele vive do outro lado deste rio, monsieur. Aqui é o mais longe que eu
me atrevo a chegar.

RAOUL:
Madame Giry! Obrigado...

CORO:
O assassino não pode escapar
O assassino não pode escapar
A besta fera há que se encontrar
Quem sempre atormentou e perseguiu
Fantasma da ópera está no seu covil

CHRISTINE:
Teu desejo de sangue
Afinal, tu irás saciar?
E a carne eu serei
No teu paladar

FANTASMA:
O mesmo destino que em sangue me ungiu
Da carne afastou-me qualquer sensação
O rosto é o veneno
Que insulta esse amor
O rosto meu
Que minha mãe negara
O rosto mau
Que a máscara repara
Piedade não
Olha o teu destino então
Para sempre essa visão aos olhos teus.

CHRISTINE:
Teu rosto já
Não me assusta nem me dói
Teu coração
É que guarda todo horror

FANTASMA:
Espere!
Eu acho que
Tem mais alguém...

CHRISTINE:
Raoul!

FANTASMA:
Ah! Mas que prazer
Mas que honra sem igual!
Eu bem que quis
Vos receber!
Pois bem,
Agora sim
Esta noite é especial!

RAOUL:
Chega!
Por deus, eu peço, já chega!
Tu não tens pena...

FANTASMA:
Teu noivo faz o show da paixão!

CHRISTINE:
Raoul, é inútil!

RAOUL:
Eu peço,
Por compaixão é que eu peço,
Pois eu a amo!

FANTASMA:
Do mundo eu não vi compaixão!

RAOUL:
Christine, Christine
Quero vê-la!

FANTASMA:
À vontade...
Monsieur eu afianço,
Mal a ela eu não faria
Ela não vai pagar
Se os pecados são teus

Chame os teus cavalos já
Levanta a mão para perto do olhar
Nada te salva mais
Exceto, só Christine!

Vem viver só pra mim
Salva assim o teu amor
Recusa e ele vai para a morte como um cão.
Eis a questão
Eis que não há retorno mais!

CHRISTINE:
Chorei por ti
Por compaixão e dó
Mas eis que agora
É ódio só!

RAOUL:
Christine, perdoa
Me perdoa
Foi por amor que eu fiz
E foi por nada

FANTASMA:
É tarde pra voltar
Não há perdão
Não há mais chances
Já não há saídas mais
Não mais batalhas
De qualquer jeito
Tu só vais perder
Então comigo vais ficar
Ou ele então há de morrer?

CHRISTINE:
Adeus
Meu falso amigo
E impostor
Esperanças já não há
Nem nada

RAOUL:
Diz que o ama
E é a minha morte
Seja lá

Ele agora já
Não vai perder

RAOUL:
Mas tu preferes as mentiras?

FANTASMA:
Já não há retorno mais
Não há mais portas
A vida dele é o preço que pagais
Pois já não há retorno mais.

CHRISTINE:
Anjo da música
Eu te peço
Por que sofrer
Tanto?
Anjo, da música
Me enganaste
E eu te segui cega

RAOUL:
Por deus, Christine, não diga sim
Não troque a vida
Pela minha
Lutei pra ver-te livre

FANTASMA:
Não tenho mais paciência
Faça a tua escolha

CHRISTINE:
Tu, criatura das trevas...
Da vida só viste o nó
Que deus me ajude a mostrar-te
Não estás mais só

FANTASMA:
Chega, me esqueçam.
Já podem partir
Deixem-me em paz
Esqueçam de mim
Pois vão
Ninguém os veja
Levem o barco
Jurem que
Nada dirão
Segredo será
Esse anjo no inferno!
Vão!
Vão já!
Vão já, me deixem!

FANTASMA:
Carnaval
Mascarado festival
Carnaval
Sob o véu cada qual
É sempre outro

Christine, te amo...

CHRISTINE:
Diz pra mim que nada mais importa...

RAOUL:
Diz que o teu caminho agora é meu

CHRISTINE:
Vem comigo atrás de um novo dia

FANTASMA:
Só você foi minha inspiração!
A música calou na escuridão!



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Sábado, 21 Junio 2008 17:02:31 GMT

Os dois posts que não foram de uma vez só

É um abismo que me puxa pra baixo. Às vezes, parece que empreendo uma
luta cujo resultado desfavorável é inexorável e terrível, sendo
indiferentes quaisquer esforços em contrário.
Há momentos em que eu percebo que a sanidade é feita de uma linha
tênue. Existem ocasiões em que eu perco a noção de tudo. Um esforço
perpétuo em manter as coisas na sua real perspectiva, nem para mais, nem
para menos.
A representação do abismo parece igualmente exagerada e verídica.
Algo está se perdendo. Parte-se, por mais que eu tente ter o controle.
Como se em mim ainda estivessem disparados todos os sinais de alarme
e não conseguisse perceber nada mais que a direção para a saída de
incêndio.
Decodificar os outros signos para além da direção da saída, é tão
importante quanto arriscado; perceber o que há por detrás de minhas
reações parece tanto vital, quanto inglório.
Retorno ao ponto de partida uma vez mais. Evoco todos os métodos que
conheço para recobrar o controle; empreendo uma jornada complicada
paradentro de mimmesma, reorganizando os símbolos e os significados das
coisas. O conotativo e o denotativo estão confusos agora. Fato cruciais
e absolutos trocam de lugar com aquilo que é apenas simbólico e
representativo de coisas que estão mais dentro e que tentam, sem êxito,
sair para a superfície sem demolir todo o caminho desde as profundezas
de mim até o consciente propriamente dito.

Há vezes em que me questiono, e quase o faço por vezes demais.
Tento entender aonde que eu me perdi, onde deixei que as coisas
seguissem um rumo tão diferente do que eu gostaria. Em seguida,tento
discernir, dentre todas as coisas, o que realmente importa e o que
realmente faz diferença. Se eu pudesse refazer, que eu nãofaria, o que
eu manteria exatamente igual?
Queria umavida diferente, mas diferente a que ponto? E por que o
desejo tão intenso de mudança? Por que o que eu perdi faz tanta falta?
Será que faz falta simplesmente porque eu não tenho?
Ficome perguntando se você vem aqui, de vez em quando. Imagino que
não. Mas, se viesse, leria que eu sinto falta de racionalizar contigo.
Quando as coisas ficam negras de verdade, fico me perguntando o que você
diria. Sinto falta da nossa capacidade de rir de tudo, especialmente
dascoisas ruins, por mais ruins que pudessem parecer.
Por outro lado, continuo sentindo que a distância é necessária,
embora, como o amor e a afinidade persistem,seja natural sentir sua
falta de vez em quando.
Você não faria milagres, claro. É nítido pra mim que, no final, essa dor é
toda minha. As pessoas podem até entrar nele por uma questão de
empatia,mas apenas eu o poderei resolver ou padecer por ele.
muitas vezes parece
tácito que ele não esperará que eu jogue a toalha para me devorar.
Às vezes fica tudo bom, e parece que esses sentimentos brumosos
foram fogos de artifício jogados por outra pessoa.... MNas, em geral, a
tempestade dura o dobro da calmaria.

Há dias em que me detesto, envergonho-me das minhas atitudes. Vejo
uma distância tão grande entre intensão e gesto, que fico enojada.
Existe sempre espaço demais entre o tamanho do meu idealismo e das
minhas planejações e o tamanho do meu amor e o que soucapaz de
fazer pelas pessoas.
Alguém pode dizer que eu gero expectativas excessivas sobre mim
mesma. O problema é que, quando se tem o conhecimento e a consciência,
não se pode mais voltar atrás e fingir que não se sabe; quando se tem a
percepção do certo, não se pode mais optar pelo errado sem se culpar
depois. E quando você sabe racionalmente o certo mas faz emocionalmente
o errado, tudo se dilui ainda mais.
Essencialmente, corrói-me o desejo de ir embora. Esse desejo é tanto
e tão forte, que tenho medo de não ter condições de esperar que também
seja seu.
Para coroar, esse desejo é tão intenso, que não pode ser
simplesmente por causa de tudo que se sabe, pode? E se formos embora e
esse inferno que me consome por dentro simplesmente continuar ardendo,
ardendo e me diluindo em mim mesma?
Penso no meu bebê e na responsabilidade que ele representa. Penso no
tamanho do meu amor e da minha responsabilidade junto a ele. Penso no
que eu gostaria de lhe proporcionar e no quanto isso depende de uma
estabilidade e equilíbrio dos quais não gozo, absolu7tamente.
Há momentos em que parece que repetir tudo com outras cores me
libertaria. Sinto isso como sinto que ir embora seria a saída de
incêndio. Mas todos os pontos racionais me dizem que é loucura desejar
outro bebê c comigo me sentindo tão tremendamente infeliz a maior parte
do tempo. Não consigo sustentar racionalmente essa impressão, do mesmo
modo que não a consigo rechaçar. Deve ser por isso que "Oxalá" me toca
tanto... "Ojala pase algo que te borre de pronto. Uma luz cegadora, un
disparo de nieve...."
E aquele velho trecho do Fantasma que tanto me marcou: "vem que eu
te ensino a ver a luz".
Há momentos em que ela realmente aparece,mas é tão longe, tão longe,
que quando consigo pôr a cabeça para fora do lodo mental em que ora me
debato, ela simplesmente está longe demais para que eu a possa seguir
por muito tempo.
Se alguém perguntar o que eu quero, diria que eu queria simplesmente
não estar aqui. Não faz sentido, talvez, mas é o único pensamento que na
minha mente tem constância. E o que você faz quando teu maior desejo
trariaa infelicidade de quem você ama?



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Jueves, 12 Junio 2008 08:58:11 GMT

Radiografia íntima 3 - O teatro Mágico

Ainda bem que o show do Teatro Mágico será há 3000 quilômetros de
mim - onde, a propósito, costuma acontecer a maior parte das coisas que
me interessam -, porque eu provavelmente choraria de forma patética se
estivesse lá.
Impressionante como "somos iguais", como, de vez em quando, gente
que nunca vemos radiografa nossos sentimentos mais secretos! Bem, acho
que a arte é basicamente isso: radiografar-se para ver-se nos outros.

Isso posto, segue... Minha radiografia, ou o maispróximo possível
de uma. letras justamente adequadas
ao "Dia dos Namorados".


Cuida de Mim

Pra falar verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer as vezes o que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo
Tanto faz não satisfaz o que preciso
Além do mais, quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou;
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.
Cuida de mim enquanto não esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo.
Basta as penas que eu mesmo sinto de mim
Junto todas, crio asas, viro querubim
Sou da cor, do tom, sabor e som que quiser ouvir
Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir
Quero mais, quero a paz que me prometeu
Volto atrás, se voltar atrás assim como eu.


Sobra tanta falta

Composição: C. Trevisan

Falta tanta coisa na minha janela Como uma praia
Falta tanta coisa na memória Como o rosto dela
Falta tanto tempo no relógio Quanto uma semana
Sobra tanta falta de paciência Que me desespero
Sobram tantas meias-verdades Que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos Que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço Dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer Que nunca consigo
Sei lá, Se o que me deu foi dado
Sei lá, Se o que me deu já é meu
Sei lá, Se o que me deu foi dado ou se é seu

*******

Crise? Magiiiiiiina.



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Miércoles, 11 Junio 2008 20:41:07 GMT

Parte de mim

Há algo em mim que é quase inconseqüente.
Não se importa realmente, não olha, não vê, não pensa.
Algo que quer dos dias nada mais que sua aflição natural
Da vida nada mais que estar e viver
E fazer o que houver para ser feito
Da forma que puder ser.

Para essa parte tudo é simples
E quase pueril.
É sólido, distinto.
Bem e mal agrupados, como em prateleiras.

Mas há outra parte em mim.
Esta parte de mim tem insônia.
Esta parte confunde todas as coisas.
Deixa que todo o conteúdo das prateleiras role, sobre um chão comum.

Essa parte vê nas coisas mais que o usual, e perturba-se com isso.
Não sabe se deseja ver o que vê
Ou se é lícito ver o que vê
Ou se é capaz de interpretar o que vê.

Essa parte não vê bons nem maus
Todos se misturando em uma necessidade imensa que sinto em mim de dar
afeto
muito afeto, como se todo o dia fosse a véspera do nunca mais.

Essa parte de mim se confunde, se entedia da outra, se perde.
A esta parte não satisfazem os dias comuns
Porque nenhum dia é apenas comum;
A ela não satisfazem as prateleiras nem os rótulos,
Tampouco simplesmente fazer o que houver para ser feito assim, trivial.
Essa parte sente que precisa fazer mais
Que tem que superar-se dia após dia
Para ter o convívio consigo mesma razoavelmente suportável.

Essa parte ri-se da outra, comum e quase fútil.
Mais que isso: ela execra-a.
E as duas se confundem dentro de um mesmo corpo
Como se fossem duas entidades procurando ocupar o mesmo lugar no espaço.

Tudo é muito mais
Tudo é para ontem
E há muita ternura para ser derramada no mundo.



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Miércoles, 4 Junio 2008 20:07:22 GMT

Ojalá outra vez



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Martes, 3 Junio 2008 20:21:25 GMT

Silvio Rodrìguez

Os últimos diastêm sido dicotômicos, repletos de luzes e sombra emergindo
a todo o tempo. Insegurança, alegria, ventura mesmo... E tristeza,
melancolia, mas não tanta,não sempre, não tão intensa.
Nisso tudo, tenho ouvido muito Silvio Rodrìguez. Por algum motivo,
acho que o estou ouvindo na época certa. Suas letras tocam em algum
ponto secreto, em umas necessidades ocultas, umas luzes apagadas e
querendo brilhar outra vez. Esperança, força, intensidade, loucura,
questionamentos de toda ordem.
Bem, posto a quemais tenho ouvido.

Vídeo:
HTTP://br.youtube.com/watch?v=u80ocuvZxmY

Tradução peba da letra:


Oxalá

Oxalá que as folhas não toquem teu corpo enquanto caiam
Para que não possas convertê-las em cristais.

Oxalá que a chuva deixe de ser um milagre que desce sobre teu corpo.
Oxalá que a Lua consiga surgir semvocê.
Oxalá que a própria Terra não beije teus passos.

Oxalá desvanesça seu olhar constante, a palavra exata, o sorriso
perfeito.

Oxalá aconteça algo que te elimine rapidamente
Uma luz cegante, um disparo de neve
Oxalá que ao menos a morte me leve
Para não ver-te tanto, para eu não te ver sempre
Em todos os segundos, em todas as visões:
Oxalá que nem através de canções eu te possa tocar

Oxalá que a aurora não solte gritos que caiam sobre meus ombros.
Oxalá que essa voz esqueça do teu nome.
Oxalá que as paredes não retenham o ruído de seu passo cansado
Oxalá que o desejo siga contigo
rumo a teu velho governo de flores e defuntos.



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Jobis Weasley

GUAXUPÉ, MINAS GERAIS, Brasil

Ensina-me o caminho do teu coração e serei capaz de te amar fraternalmente até o final dos tempos;conta...

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" O bom êxito ilude a história. Só Tácito e Juvenalse lhe não submetem. Existe na época presente umafilosofia quase oficial, que envergou a libré do bomêxito e lhe faz o serviço da antecâmara. Fazei por serdes bem sucedidos, é a teoria. A prosperidade supre acapacidade. Ganhai na lotaria e sereis um homem hábil.A veneração é para quem triunfa. Nascei bem fadado,não queirais mais nada. Tende fortuna que o resto virápor si; sede feliz e julgar-vos-ão grande. Se pusermosde parte as cinco ou seis excepções imensas que fazemo esplendor de um século, a admiração contemporâneaé apenas miopia. A doiradura também é oiro. Poucoimporta que não sejais ninguém, contanto que consigaisalguma coisa. O vulgo é um Narciso velho, que se idolatra a si próprio e aplaude o vulgar. A faculdade sublimede ser Moisés, Esquilo, Dante, Miguel Angelo ou Napoleão, concede-a a multidão indistintamente e por unanimidade a quem atinge o fim a que se propôs, seja noque for. "(Víctor Hugo - Os Miseráveis - Vol I)